Lullaby For Angels

janeiro 11, 2011

Pequena Chama – Parte 1

Filed under: Uncategorized — by gabi.lullaby.for.angels @ 12:40 pm
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Certa vez uma criaturinha admirável convidou-me para um colóquio. Quis compreender por quais espécies de sílabas eu havia entendido o que ela sussurrou por palavras – pois que era muito miúdo pra que eu escutasse sem perder etecéteras do que ela havia dito; mas por encanto entendi. Suas palavras fizeram com que meus lábios se desprendessem num sorriso o que pra mim foi um quase-encantado já que não sabia quem era ou o que queria. De onde estava, do tronco da sequóia que me apoiava, da grama úmida que tocava meus pés descalços, que perpassava os dedos de minhas mãos frias pelo orvalho do dia recém inaugurado, ou do pano do vestido sujo de lama que secara em meu corpo (pois havia chovido uma chuva sem fim na noite em que eu me abrigara ali) e por todos os outros ruídos ou medos que me tornavam uma covarde antes do serzinho chegar, assenti.

Como ponto delicado que desprende do  astro-rei, a pequena chama ( já que assim o parecia já que brilhava tanto ), aproximou-se de minhas bochechas abraçando-as num misto de ternura e riso – quem era afinal? Por não entender fechei os olhos. Por mais leve que me sentisse, por mais que meu corpo não mais reclamasse frio ou dor, uma pontada de desconfiança alfinetava-me e ressenti abrir os olhos. Pude sentir que flutuava e subia sempre. Mil perguntas passavam em minha mente mas não ousei quebrar o silêncio risonho da criaturinha que se aconchegava -senti- ao meu peito. Parei. Ou melhor, meu corpo parou e  quase tive a impressão de estar em algum bom lugar.

“Não aceitou chegar até aqui? Porque não abre os olhos afinal?” a voz da chama agora era bem mais audível e eu não tinha outra coisa a fazer.

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dezembro 10, 2010

Pensamentos, sonhos e coisas além

Filed under: Uncategorized — by gabi.lullaby.for.angels @ 4:14 pm
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As vezes fico com pensamentos que me angustiam e outras vezes me deixam muito bem. Li que coração e razão nem sempre seguem em uníssono o que me fez pensar bastante. Sabe quando você não gostaria de sentir alguma coisa pois sua razão diz que é reprovável mas seu coração é avassaladoramente contrário a sua vontade? São sentimentos pequenos que brotam de ervas daninha, enraizando onde há preguiça e ócio: baobás, diria o Pequeno Príncipe! E meu Deus! Estes pensamentos acabam que por falta de amadurecimento tornando-se clichês mentais como , por exemplo “ah! que droga, sou tão incapaz, ninguém gosta de mim, não gosto de ninguém, whatever não me preenche” . Aí você aprende a ferro e fogo que não é assim, que você é responsável por suas atitudes e conquistas; que quem está do seu lado reprovando ou não o que você faz não vai deixar de sentir o que sente porque você quer que seja assim. Na-na-ni-na-não !   E agora? Você regou esses pensamentos num sem fim de concórdia e quer que eles caiam por terra.

Não é fácil aprender que as coisas não se desfazem por mágica e nem tudo é conto de fadas. Leva tempo aceitar que ninguém pode mudar a ninguém que, como já repeti várias vezes , “coração do outro é terra que ninguém pisa, que ninguém conhece” .

Anyway, mudança é movimento e não dá pra ficar num canto querendo que as coisas se transformem se não faço nada pra que seja assim!

<3_____________________________

More…

A menina Gabi me passou um selinho com as seguintes regras :1º Repassar o selo para 10 blogs /2º Avisar a cada blogueiro (a). /3º Falar dez coisas sobre você. Butbutbut sou meio preguiçosa com selinhos. Vou responder a terceira parte somente que vai ficar no meu “about me”, ali no menu horizontal. Aliás! Já está lá :) então não cabe aqui pra deixar esse post enooorme! hehehe

see ya~!

novembro 21, 2010

A noite aqui dentro

Filed under: Uncategorized — by gabi.lullaby.for.angels @ 8:23 pm
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A noite aqui dentro não é tão boa assim. Dá pra ver pelo vidro, um monte de borboletas que encantam mas da pra ver que passam também. Espera! Escuta que tem grilos lá fora estrilando pra que as últimas notícias do micro mundo cheguem aos nossos ouvidos. Já foram dormir as flores, já foram dormir os pássaros. Eles são mais rápidos do que nós… Afinal, a noite aqui dentro, como eu já disse, não é tão boa assim. Lá fora deve haver mais orvalho e deve haver inclusive mais música. Posso colocar meu rosto contra o vidro, posso ver minha respiração e até desenhar fantasiando com ela, mas não é igual o que há de bonito lá fora. Tive vontade de costurar asas em minhas costas pra ver se funciona. Ainda não fiz mas escute: meu coração já foi. Não sei fazer o que pretendo sem sentir tudo o que quero fazer. Um dia, depois que os anos passarem, eu vou ir também, porque…! A noite lá fora é melhor, mas vale a pena viver  aqui desta forma todo o tempo que prometemos porque isso é que dá linha pra que nossas asas não fiquem frouxas.

Todo mundo vai ir um dia lá pra fora – e tomara que tenham boas asas nesse dia porque quando for o momento não vai haver o que levar daqui .

novembro 3, 2010

Do chão ou do céu

Filed under: Uncategorized — by gabi.lullaby.for.angels @ 8:14 pm
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O sol estava estranhamente encoberto por nuvens, mas a menina de olhos escuros continuava caminhando em passos lentos. Seus pés não tocavam o chão pois algo diferente fazia com que ela pudesse flutuar. Ainda assim caminhava no vento, onde não havia perigo de tropeçar. Devagar, como que pressentindo uma pedra, voou um tanto mais alto e, mais a frente, já cansada pelo tanto que havia caminhado no sentou-se no ar (e que me perdoe pois “Quem vai ao vento perde o assento” já não funciona mais hoje em que tênis com asas tiram pés do chão). A menina andou mais e o sol tímido, cedeu lugar a nuvens frias que, com gotas pesadas passaram a tocar o chão – em processo avesso a menina que vinha do chão ao céu; e como se quisesse ir o mais distante que conseguisse, a menina tocou o chão pela primeira vez. Ora, não é fácil concorrer com gotas de chuva! É muito melhor vir do céu do que vir do chão. Mas a chuva passou e a menina, encharcada de gotas do céu, e as asas do seu tênis ensopadas de gotas do chão, chegaram em casa. Agora não havia mais sol, não havia mais asas, não havia mais céu. Havia sim, uma vontade enorme de pousar no chão.

Conto que escrevi pra um trabalho de Oficina de Leitura e Escrita da faculdade :)

outubro 29, 2010

O peso das pálpebras

Filed under: Uncategorized — by gabi.lullaby.for.angels @ 10:37 pm
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Qualquer pálpebra que pense em descansar deveria antes mesmo de concretizar o que quer, piscar uma, duas, três vezes; digo isso porque infinitas vezes dispersos nos entregamos ao não querer, ao não poder, ao não ser simplesmente por que pensamos que do lado de dentro as vezes é melhor ( e não nego que seja imprescindível, mas peço que me escute) .

Quem dera eu pudesse descrever o que tantas vezes passa pelo vento, ligeiro, disperso; quem dera, você pudesse abrir mais uma vez seus olhos e esperassem um minuto – por favor !- pois a cada segundo uma minúscula maravilha se desdobra.  O que há de errado? São nossas mentes?É nosso espírito preguiçoso?

Olha! Abre os olhos um pouco pois preciso que entenda e sinta o que vai passar. Não vê? Ora essa! Já se foi o segundo passado e acaba de perder mais uma vez o que te digo. Sente! Olha que o vento te beija delicado agora! Ele te envolve e abraça de mansinho e você não o retribui. Por que faz isso? Escuta! Vê que pessoas falam, idéias rodopiam inconstantes e suspiros vão um após outro numa tentativa inefável de serem sentidos… E você, o que faz?

Posso estar de mãos dadas e não te sentir mas isso não impedirá de que você me sinta e vice-versa. Quem perde então? Posso te abraçar e isso pode não significar nada pra mim. Quem perde? Quem perde quando eu ou você sorrimos e não nos notamos?

Por isso, se nada disso adiantar, o que vai ter valido o dia ?

Abre seus olhos então e vê.

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